Competições

A história das competições de robótica começou no fim do século 20. Se você quiser saber mais sobre o assunto, nosso orientador recomenda o livro “Gearheads: The turbulent rise of robotic sports” do jornalista americano Brad Stone. No Brasil, a primeira grande competição desse tipo foi realizada para acompanhar o Encontro Nacional de Engenharia de Controle e Automação em 2001, na Unicamp. Ela foi realizada anualmente até 2010, com participação exclusiva de equipes filiadas a universidades e cursos técnicos.

Atualmente, as competições brasileiras são organizadas pela RoboCore, a única liga de combate de robôs do país. Desde 2005, ela realiza o Winter Challenge, uma competição aberta a equipes particulares, além das filiadas a instituições de ensino. Em 2011 e 2012, ela também organizou duas edições do Summer Challenge, e a partir de 2014, passou a organizar o Ultimate Robot Combat (URC), como uma atração da Campus Party.

Além das competições brasileiras, também já participamos de internacionais:

– a Robogames, conhecida como a olimpíada mundial de robótica;

– a ALL Japan Robot-Sumo Tournament, o campeonato de sumô de robôs mais disputado do mundo (2011 e 2013);

– a Stem Tech Olympiad, organizada pela USATL (United States Alliance for Technological Literacy(2014);

– a Combots. conhecida mundialmente como a Copa do Mundo dos robôs de combate;

Esses eventos são divulgados em diversos canais, como CNN, Discovery, BBC, ABC, CBS, Fox, MTV, Nickelodeon, The History Channel, Globonews e Multishow. Programas de televisão nacionais como Fantástico, Jornal Nacional, Jornal da Band, Jornal do SBT, jornais como O Globo e O Dia e mídia especializada, como a Servo, Wired e Mecatrônica Fácil, já fizeram matérias sobre combate de robôs.

Competições como essas estimulam a criatividade e permitem que os alunos apliquem na prática conhecimentos de matemática, física, mecânica, eletrônica e computação, adquiridos em sala de aula. O aprendizado resultante desse processo pode ser aplicado em diversas áreas, tais como: veículos de resgate e salvamento, sistemas para deficientes físicos, robôs para tarefas em locais insalubres e sistemas de controle em indústrias.